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Tancredo: O assassinato do presidente
A pergunta que abre essa matéria não tem resposta. O que se sabe é que uma Teoria da Conspiração nasce do imaginário popular (?) e do boato. No Brasil não é diferente. A era Collor, por exemplo, rendeu muitas. Houve a doença, longa internação e morte do irmão, Pedro Collor; a morte da mãe.....; do escudeiro PC Farias, juntamente com a namorada, Suzane. Há muita gente que ainda duvida que tudo foi apenas coincidências.
Em uma história nem tão recente, datada de 1985, o último presidente a conquistar o posto nas últimas eleições indiretas do país, Tancredo Neves, morre depois de 38 dias de agonia e sete cirurgias. A comoção foi geral, ainda mais porque ele havia participado da maior mobilização nacional das últimas décadas do século XX, a campanha das “Diretas Já”.
Na sequência dos fatos, assume o vice da chapa, José Sarney, do PFL, assim o poder continuou nas mãos dos que apoiavam o regime militar. Começou a se pensar que tudo não passou de um plano macabro daqueles que queriam se perpetuar no poder.
Fala-se que pouco foi feito para salvar a vida do presidente. Os médicos do Hospital de Base de Brasília alegaram urgência em fazer a cirurgia e não deixaram que Tancredo fosse para o Instituto do Coração (SP). Operação que, segundo as divulgações da época, deveria começar em uma hora, começou depois de três, e com 40 pessoas na sala.
Intrigante mesmo foi que, segundo circula hoje na pela interrnet, ao mesmo tempo em que Tancredo era internado com fortes dores abdominais, o seu mordomo, João Rosa, começou a sofrer dores similares.
João acompanhava Tancredo em sua residência provisória, na Granja do Riacho Fundo. Ficou 16 dias no hospital e também passou por sete cirurgias antes de morrer. E mais coincidência: a doença do mordomo foi diagnosticada como diverticulite, o mesmo dito do presidente. Interpretação comum naquela época: envenenamento.
Juntando fatos, em 1996, durante uma entrevista, o general Newton Cruz admitiu que, em outubro de 84, quando era comandante militar do Planalto, foi procurado pelo então candidato Paulo Maluf, que teria proposto um golpe militar, caso Tancredo fosse eleito, justificando que o adversário estava muito doente.
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